COLETA DE DADOS EM UFOLOGIA

Autor: Paccelli M. Zahler

Resumo: Neste artigo, o autor sugere alguns procedimentos simples para obter melhores resultados quanto à coleta de dados, especialmente amostras de solo, listando equipamentos e procedimentos corretos nesse tipo de investigação e/ou pesquisa, bem como uma bibliografia curta, mas útil a quem possa interessar a ampliação do que está exposto neste artigo.

Abstract: In this article, the author suggests some simple procedures in order to get better results as for data collecting, specially soil samples, enlisting equipments and correct procedures in such kind of investigation and/or research as well as a short yet useful bibliography to’ whom it may concern as to an enlargement of what is exposed in this article.

  1. INTRODUÇÃO

No âmbito da Ufologia, existem relatos em que os discos-voadores, ao alçarem vôo de uma determinada área, deixam marcas, fragmentos de metal e um circulo no solo com queimadura na vegetação.

Deparando-se com um desses casos, o ufólogo deve estar preparado para coletar amostras representativas do fenômeno, uma vez que este é único e não se repete da mesma forma no mesmo local.

A simples descrição do fenômeno, sem as provas materiais em um estudo de caso, geralmente, coloca a perder toda a credibilidade do trabalho ufológico, passando pela cabeça do leitor idéias a respeito de estado alterado de consciência provocado pelo medo, tensão, uso de alguma droga, fanatismo ou paranóia do observador.

É importante que o ufólogo tenha em mente que quanto mais provas ele conseguir, maior será a sua contribuição para o entendimento do fenômeno e a credibilidade do estudo.

As fotografias, as filmagens são importantes, mas sobre elas sempre recairão as dúvidas no que tange a possibilidade de fraudes, principalmente com os recursos da computação gráfica hoje disponíveis.

As provas materiais possibilitam análises laboratoriais, comparações e registros confiáveis. Quantas vezes os ufólogos coletam material imaginando tratar-se de fragmentos de ovnis e não passam de seixos do próprio local? Ou ainda, são enviados para laboratórios não especializados e se perdem para sempre sem uma análise completa?

Deve-se trabalhar dentro da Metodologia Científica e de forma sistemática. Neste trabalho, são apresentadas algumas sugestões.

  1. AMOSTRAGEM
Figura 1
Figura 1 – Exemplo de procedimento para a tomada de amostras aleatórias e representativas de solo para análise em Ufologia. A distância entre um ponto e outro (●——-●) pode ser de 3 a 5 passos.

Em toda a pesquisa, qualquer que seja o ramo científico, é impossível e impraticável trabalhar-se com o universo, ou seja, com o conjunto de elementos com pelo menos uma característica comum.

Necessário se faz retirar amostras representativas deste conjunto de elementos e, a partir delas, tirar conclusões a respeito do que está sendo observado (Método Indutivo).

Para a retirada das amostras é preciso ter um objetivo. Vou coletar o que e para quê? Tenho condições de analisar as amostras coletadas? Tenho onde guardá-las para que não se alterem?

Logo, antes de qualquer trabalho de pesquisa deve ser feito um planejamento.

  1. UM EXEMPLO PRÁTICO

Chega ao conhecimento do ufólogo que um ovni pousou em região próxima. Ele está interessado em saber se foram deixadas marcas no solo, quais suas dimensões, se caíram fragmentos da nave, houve alteração na vegetação e no solo.

Antes de sair de casa ele planeja como vai coletar o material, estuda todas as possibilidades de algo dar errado e prepara o seguinte equipamento básico:

a) máquina fotográfica: para registros do local em escala e estudo posterior;
b) caderneta de campo: para anotações das características locais, formato das marcas, dimensões, croquis, orientação em relação aos pontos cardeais, e tudo o que achar relevante para o estudo;
c) mapa da região: para localizar o ponto exato do pouso;
d) bússola
e) lupa de bolso
f) sacos plásticos, vidros e latas com tampa: para acondicionamento das amostras;
g) Pinças, canivetes, tesuoras, etiquetas, estiletes, cordões, pá ou enxada, trena e padrão de cores: auxiliares na coleta de amostras;
h) Gesso: para a retirada de moldes de pegadas ou marcas características; e
i) Gravador: para entrevistar os contactados.

No local, ele entrevistará a pessoa que viu o objeto, procurando saber o máximo de detalhes (dimensões, cores, formato, condições de observação, etc.) e elaborará croquis que descrevem com a maior fidelidade o ovni. Junto ao círculo queimado, observará marcas, anotará dimensões com o auxílio da trena, baterá fotos de vários ângulos e o localizará em relação a árvores e acidentes naturais, marcando o ponto exato no mapa, auxiliado pela bússola.

As amostras do solo devem ser tomadas aleatoriamente, por exemplo a cada cinco ou mais passos e em direções diferentes, tanto dentro como fora do círculo queimado (figura 1).

Figura 2
Figura 2 – Modelo de etiqueta para a identificação das amostras de campo.

As retiradas são feitas com a pá ou a enxada e colocadas em sacos plásticos, lacradas, etiquetados, evitando-se sua alteração pelo contato com as mãos e o suor.

Por último, toma-se amostras da vegetação e moldes de gesso das marcas características, que também devem ser guardadas e etiquetadas..

  1. CONCLUSÃO

A análise comparativa das amostras poderá fornecer pistas para a elucidação do fenômeno, bem como dados para comparação com estudos realizados em outras regiões ou países, desde que obedecendo à mesma metodologia.

  1. LITERATURA CONSULTADA

COSTA NETO, P.L. de O. Estatística. Edgard Blucher, São Paulo, 1977.
DURRELL, G. & DURREL, L. O naturalista amador. Martins Fontes, São Paulo, 1989
FERRARI, A.T. Metodologia da pesquisa científica. McGraw-Hill, São Paulo, 1982
GIL, A.C. Métodos e técnicos da pesquisa social. Atlas, São Paulo, 1991.

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