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Projeto Rede Alfa

A Rede Alfa foi assim denominada pelo pesquisador Roberto Affonso Beck. Constituiu ao longo de décadas, locais de avistamento de OVNIs por vários grupos de pesquisa do DF.

Ao propor um levantamento dessa rede para efeito de conhecimento de sua situação atual, adotamos o nome de Projeto Rede Alfa, em sua homenagem e também em homenagem ao Gen. Moacir de Mendonça Uchôa que também utilizou de algumas destas localidades para realização de suas pesquisas. O objetivo é atualizar as informações acerca de cada uma das unidades geográficas da rede de localidades de investigação e Pesquisa ufológica no Distrito Federal e imediações.

Mais especificamente, propõe-se a:

1) verificar a acessibilidade à área;

2) documentar a forma de acesso,

3) registrar eventuais depoimentos de testemunho de ocorrências recentes, e

4) identificar  as possibilidades de uso da área para posteriores atividades de campo, em equipe.

As atividades de coleta dos dados para os fins desse projeto são feitas por uma equipe de investigadores voluntários interessados, os quais estão cadastrados nesse ambiente a partir de sua primeira contribuição.

As orientações para a coleta dos dados são publicadas na página de cada unidade que  compõe a rede denominada (Alfa nº) e o registro dos dados coletados são publicados a partir do formulário de comentários no rodapé da página correspondente a unidade. A primeira publicação sofre a moderação do administrador do ambiente e a partir da segunda publicação o pesquisador tem seus dados publicados automaticamente.

O acesso aos arquivos do Projeto neste blog são restritos aos pesquisadores que o fazem mediante senha específica para cada unidade Alfa, por considerar que se trata nesse momento de dado bruto.

A correção de eventuais erros de digitação ou quaisquer outras correções em materiais publicados, será feita por solicitação ao administrador do ambiente  mediante o mesmo formulário. Uma vez atendida a solicitação com a devida correção haverá a imediata exclusão da solicitação.

Outra alternativa é o pesquisador fazer uma segunda publicação com as devidas correções e solicitar no mesmo formulário a exclusão da primeira publicação que possa conter erros.

Os levantamentos e registros de todas as localidades ou unidades, de Alfa 1 a Alfa 12 serão realizadas no período de 6 meses, encerrando-se em Julho de 2017. Ao final desse período será elaborado um relatório da pesquisa constando a produção de todos os participantes e um ou mais artigos para publicação. O projeto tem previsão de encerramento no final do mês de agosto/2017.

O envio de arquivos de fotos e outros documentos deverá ser feito para a nuvem da conta compartilhada entre os membros.

 

Acesse a Unidade com a qual está trabalhando para inserir dados.

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LOCAIS DE PESQUISA UFOLÓGICA NO DF

Muitos locais utilizados para investigação e pesquisas do fenômeno UFO no DF e proximidades foram identificados por grupos de pesquisas que atuaram desde a criação de Brasília. Alguns deles ainda se mantêm como locais de alta incidência, dizia nos o saudoso Pesquisador Roberto Affonso Beck, quando escreveu o seu livro “Ufologia à luz dos fatos”.

Além das pesquisas na Fazenda Vale do Rio do Ouro, antiga Chapadinha, de propriedade do senhor Wilson Plácido de Gusmão, onde pôde-se constatar a presença de pequenas bolas de luzes que se deslocavam, ora junto ao chão, ora acima das copas das árvores e morros ali existentes, segundo Roberto, foram selecionados mais 11 locais no Distrito Federal, que passaram a ser frequentados pelo grupo:

  • Alfa 1: Km 19 da BR-251, hoje km 64 — um dos locais mais ricos em fenômenos luminosos depois da Fazenda Vale do Rio do Ouro.
  • Alfa 2: “Estrada do Disco Voador” entre Novo Gama e Luziânia, onde um casal foi perseguido por uma sonda durante meia hora.
  • Alfa 3: Fazenda Jairí, km 45 da estrada Brasília a Belo Horizonte.
  • Alfa 4: Km 22 da BR-251.
  • Alfa 5: Sobradinho, depois da fábrica de cimento.
  • Alfa 6: Estrada DF-15, caminho do Núcleo Rural do Rio Preto, a 10 km do Plano Piloto.
  • Alfa 7: Campo de Aeromodelismo — estrada do Posto Colorado, até entroncamento para o município de Padre Bernardes.
  • Alfa 8: Mesma estrada perto das antenas da Rádio Nacional, ponto mais alto de Brasília.
  • Alfa 9: Ainda a mesma estrada, no entroncamento para Brazlândia.
  • Alfa 10: Luziânia, km 35 da estrada que vai para Vianópolis.
  • Alfa 11: Cocalzinho (GO) nos Pirineus.

Outros locais que também foram pesquisados fora do Distrito Federal, e são citados na sua obra, são: Chapada dos Veadeiros, em Alto Paraíso (GO), Chapada Diamantina (BA), Mucugê (BA), Vianópolis (GO), Alexânia (GO), Paraúna (GO), Cristalina (GO), Catalão (GO), Leopoldo Bulhões (GO) etc.
Continuam estes locais, outrora identificados como locais de vigílias, sendo ainda hoje frequentados por outros grupos de pesquisas e investigação ou de curiosos sobre o tema? Esta é uma pergunta desafiadora que se apresenta no momento a quem interessar a pesquisa.

Fonte: Ufologia à Luz dos Fatos (de Roberto Affonso Beck) – Biblioteca UFO – pag. 43 e 44. (Editora: BIBLIOTECA UFO – ISBN: 0005166594 – ISBN13: – 9780005166598 – Edição: 1ª Edição – 2006 – Número de Páginas: 172 – Acabamento: BROCHURA)

Wilson Geraldo de Oliveira

Política e democracia nas redes sociais

O marketing sincrônico e a intolerância política nas redes sociais

Está nas redes sociais, sites e blogs que têm uma linha política ideológica definida, e muito especialmente nos comentários dos leitores. Estes, fazem explícita e intensa defesa de suas posições políticas e ataque ideológico aos seus opositores. Salientam, por um lado as divergências e por outro, evidenciam conflitos.

No atual momento político do Brasil (2014 à 2016) as divergências e conflitos ficaram mais evidentes? Observa-se nos posicionamentos de direita, p.ex. que os mesmos criam e compartilham os jargões de atribuição de culpa ao PT e Lula apesar da inexistência de sentença definitiva contra Lula. Nas publicações e em muitos comentários, denúncias e processos investigativos em curso, se tornam imediatas condenações.

A maioria dos outros 34 partidos, senão todos, também sob suspeitas, com claro envolvimento em corrupções, com denúncias graves e diversas, são citados em segundo plano, quando o são. Aparecem como quem somente acompanhou, foi na onda. Se beneficiaram, mas não estavam no comando do país. São vistos assim com menos culpa ou menos comprometimento nos processos de corrupção. O comando do país, nesse caso, é visto como equivalente ao comando de toda corrupção que se “instalou” (instalou?) no país.

Ou seja, é preciso manter a linha de acusação, ainda que falaciosa, mas que deve ser veiculada com ares de verdade absoluta, contra o alvo principal. Lula e Dilma, juntamente com o PT, os “vilões” dessa história nefasta.

A estratégia de marketing é usar recortes sincrônicos. São mais simples para o domínio de massas. E precisam ser o mais conclusivos possível, por isso,  a produção textual trás as palavras chaves: Lula, Dilma e PT acompanhadas dos piores adjetivos, os quais os rotulam, no mínimo, como ladrões e corruptos.

Seguindo o modelo midiático dominante, evitam a complexa diacronia dos processos sociais. A partir da qual poder-se-ia evidenciar o histórico de corrupção que sempre assolou o país. Histórico este, evidenciado nos governos Lula e Dilma graças a um pouco mais de democracia, liberdade, tecnologias de informação, incentivos institucionais aos organismos judiciários, Ministério Público Federal e Polícia Federal.

Além de haver um excesso explícito nas afirmações falaciosas, permeiam os comentários dos usuários, xingamentos e palavras de baixíssimo nível. Palavras agressivas, grotescas e caluniosas. Não desejáveis aos piores inimigos. Utilizam-se desse recorte síncrônico, talvez por dificuldades de racionalizar as situações, ou não se interessarem por isso. Pessoas  se irritam facilmente e se revelam em completo descontrole emocional, manifestando-se como tal.

Estas posturas irracionais, repetitivas, revelam pessoas intolerantes, autoritárias, ante democráticas,  características estas,  xenofóbicas e fascistas.

Tem sido comum observar pessoas sendo excluídas das redes sociais por mostrarem posicionamento diverso. A intolerância fica evidente apontando uma crescente dificuldade de convivência. Embora isso demonstre a fragilidade das relações de amizade nas redes sociais via internet, em muitos casos pessoas que antes se consideravam amigos, inclusive com laços de parentesco, se tornam inimigos declarados. Será em função da falta de preparo para o debate político?

Se não se pode aceitar a liberdade de expressão do outro, portando-se de forma intolerante com o diferente e ao se expressar não o faz com o devido respeito pela humanidade do outro, será capaz de defender um governo diferente disso? Creio que não. Não se estranhará  posturas autoritárias, desrespeitosas, desumanas porque esse será  um comportamento familiar.

Dominação e subserviência política

Outra postura elitista e nociva à identidade nacional é o valor excessivo que se dá ao que vem dos EUA ou de outros países ditos desenvolvidos, em detrimento do que é produzido ou natural do Brasil. À crença de que por vir de um país desenvolvido ou por ser dos EUA é melhor. Com esse pensamento, o que é nosso passa a ser depreciado.

Esse comportamento não é novo, exemplo disso é o jargão “tupiniquin” frequentemente usado como termo depreciativo das coisas brasileiras, em vez de ser um termo que valoriza a identidade nacional. Afinal, é um termo que vem dos ancestrais habitantes dessa terra, a nação Tupi. Entretanto, usado desde os tempos da colônia como forma de valorizar a cultura européia da época em detrimento da nossa cultura ou da cultura local. Mais  recentemente várias publicações  lembram a idéia propagada por autoridades americanas de que a América  Latina é quintal dos EUA.

A supervalorização da cultura americana ou estrangeira em detrimento da própria cultura brasileira acontece muitas vezes, hoje, como resultado de uma imposição midiática subliminar, presente ou revelada em discursos explícitos da cultura que se quer dominante. Na mídia americana, também,  não tão recentemente, encontrou-se, por exemplo, afirmações infundadas acerca da internacionalização da amazônia, como se não tivéssemos soberania sobre nosso território.

O colonialismo ou a dominação, começa pela propagação/imposição da ideia de superioridade do pretenso dominante. Mas também de sua aceitação por parte do suposto dominado. No caso americano essa ideia oportunizou a um político brasileiro em debate no ano 2000 numa Universidade daquele país dizer o que ele pensava sobre a internacionalização da Amazônia. 

Veja o vídeo que repercutiu  o fato.

O resultado desse sentimento de superioridade em relação ao outro, por parte de nações belicistas, já rendeu à humanidade  experiências indesejáveis. E os EUA tem colecionado resultados extremamente desagradáveis, mundo afora, devido à sua política intervencionista. O costume de se pensar como uma nação superior às demais, tem levado o país ao controle de mecanismos de “legitimação internacional” para sua política intervencionista e expansionista. Não tem sido nenhum exemplo humanitário, de respeito às culturas, à soberania dos povos, respeito ao que é diferente. Pelo contrário, é uma guerra após a outra, fundamentadas em posturas etnocentricas.

E o Brasil, com essa mentalidade subserviente, além de ser dilapidado pelas vorazes empresas e conglomerados capitalistas americanos e internacionais ou estrangeiras de modo geral, pode achar que está tudo certo. Corre portanto, sérios riscos de prejuízos maiores ainda. Prejuízos  da soberania e da dignidade humana. Não se pode esquecer que historicamente, momentos de turbulência política em diversas regiões, atraíram os oportunistas estrangeiros apresentando “soluções fáceis”. E os conflitos internos fragilizam a nação como um todo impedindo-a de ver o seu real valor, resolver seus conflitos internos e se posicionar melhor.

A dominação só acontece quando o dominado se vê submisso e aceita essa condição frente ao dominador. Quando fragilizados o espírito de nacionalidade, quando fragilizada a identidade de um povo ou a forma como o povo se pensa e se vê, qualquer proposta estrangeira passa a ser uma tábua de salvação. Mas, além disso, a propaganda de afirmação do pretenso colonizador passa a ser tal, que aquele, em vias de ser dominado, aceita de bom grado a dominação, chegando à gratidão. Portanto, incapaz de perceber que tudo foi planejado, assume a cultura do outro desprezando a própria.

Ou seja, internamente, o povo brasileiro, cada cidadão, não percebendo o valor político que tem, não reage. Não percebendo o valor de sua cultura, de suas riquezas, de sua gente, de sua nação, acredita-se inferior, fica desmotivado ou se sente preguiçoso de pensar tais assuntos. Nessa condição, está fragilizado, vencido, bem ao gosto daquele que pretende dominá-lo. Nessa condição ele facilita o processo de dominação.

De lamparina a querosene à holofote

Embora tenha havido protestos recentes, também há o pensamento fatalista de que nada poderá fazer diante da situação atual. Assim, muitos permanecem inertes. Muitos sofrem mas se mantêm calados. Muitas vezes frustrados, decepcionados. Enquanto isso, os chamados “agentes do golpe”, oportunistas, traidores da nação, trabalham diuturnamente promovendo a pilhagem e facilitando a dominação da nação por agentes externos.

O sentido de nacionalidade, de identidade, de povo, é tão importante para um país que os próprios políticos estão sempre falando em nome do povo. Porquê? Façam a merda que fizerem sempre voltam com o mesmo discurso empolado. É porque confiam na capacidade de dominação das massas com a posição que alcançou. Com as alianças que fizeram, etc.. Mas é também, porque o povo fragilizado, incapaz de acreditar em si mesmo, incapaz de criticar o texto midiático cotidiano, se deixa convencer por outro, que ele acredita ser melhor que ele, mais iluminado.

Não sei se é uma boa analogia, mas, eles, os políticos, julgam que saíram da condição de lamparinas a querosene para a condição de holofotes por conta própria. Acham que podem ofuscar aqueles que se vêem com luz humilde, luz de lamparina. Se esquecem de que foi com a luz do voto popular (luz de lamparina) que eles podem se pensar como holofote. Como uma luz maior que eles tiram do povo. É muito importante uma discussão mais profunda acerca do atual sistema de representação política.

O segredo está em acreditar na luz que possui. Uma luz de lamparina também pode se transformar em um grande e pavoroso incêndio, ou numa linda fogueira. Acreditar em si mesmo, enquanto ser humano, e enquanto grupo, sociedade, desenvolver solidariedades para viver em equilíbrio. Eliminar as disparidades e injustiças, sem esquecer que a luz do povo brasileiro está na sua imensa diversidade cultural, que precisa ser aceita, assumida e valorizada.

Por um princípio norteador

Deve haver mais de uma forma de reconhecer, de visualizar o lugar ideológico de quem fala. Uma delas é por comparação, se esforçar por conhecer a realidade possível. É preciso ter algumas ferramentas que funcionem como princípios norteadores.

Por exemplo: (e são somente exemplos)
1) conhecer o sentido da democracia participativa e ser capaz de fazer dela uma bandeira de luta.
2) conhecer sobre o verdadeiro sentido da paz e ser capaz de fazer dela uma bandeira de luta.
3) conhecer sobre o verdadeiro sentido do respeito à diversidade e ser capaz de fazer dela uma bandeira de luta.
4) conhecer o sentido da solidariedade e ser capaz de fazer dela uma bandeira de luta.
5) conhecer o verdadeiro sentido da liberdade e ser capaz de fazer dele uma bandeira de luta?

Em todos e quaisquer outros casos, conhecer a realidade que nos cerca, procurar as ferramentas adequadas e sempre com vistas a uma sociedade justa e progressista. Sem a exploração do outro. Sem dominar o semelhante e sem dominar o diferente. Dialogar e negociar, ainda que em função dessas diferenças, naturais ou não. Sempre no sentido de manter a unidade humana. A humanidade de nossas gentes, sejam elas vistas como grupos, comunidades,  estados nações ou como civilização planetária.

Wilson Geraldo de Oliveira

Uma Nova Ótica Ufológica

Faz algum tempo venho observando o movimento UFO no Brasil e no mundo. Observo o “Fenômeno histórico”. Para além do contato, do avistamento, das abduções, relatos, estudos e pesquisas. Observo as mudanças que o “Fenômeno” tem provocado na sociedade e no livre pensar. Isso vem me apontando questionamentos sobre “O que é de fato a UFOLOGIA?”. Penso que a ufologia precisa ser vista no seu todo, desde o estudo e a pesquisa dos fatos ufológicos, aos seus efeitos na sociedade. Ela representa uma variável provocadora do pensamento humano.

Algumas instituições buscam para si a responsabilidade de definir tipos de extraterrestres, tipos de aparelho (discos), tipos de contato, tipos de abduções. Os ufólogos focam no céu e em tudo de estranho que nele voa (voa?). É importante que isso seja feito e é tão ou mais importante observar o que acontece em volta de cada ocorrência ufológica, o que muda? O que se transforma? No que se transforma?

O fenômeno está na esquina, dentro da sua casa pela TV, é tema de discussão em escolas, de dissertações de graduação, mestrado e doutorado em universidades. Está  nas artes, no cinema, na literatura,  permeia praticamente todas as religiões e tradições. Está na indústria e no comércio, que alimenta desde a simples curiosidade popular ao consumidor mais exigente. Seja com simples souvenir à viagens turísticas e eventos internacionais. Seja com um simples gibi à revistas e jornais exclusivos sobre o assunto, ou a produções literárias mais sofisticadas. O fenômeno  modificou e modifica vidas, comportamentos e áreas físicas, ocupou e ocupa espaço na mídia. O fenômeno UFO/OVNI matou e/ou motivou a morte de pessoas. Ele é presente, real, concreto, palpável.

No Brasil, em pleno planalto central existe uma comunidade em que avistamentos são comuns. Há uma comunidade inteira que cultua o fenômeno. Os seres “extraterrestres” são vizinhos, parentes, deuses, guias, mestres. Essa comunidade ensina as suas crianças a amar o seu “semelhante” do cosmos.

Nos Estados Unidos pessoas se matam para irem se encontrar com seus mentores espirituais que viriam em um aparelho (disco), na cauda de um cometa.

Não ouso afirmar: “existe uma preparação para o dia da chegada.” Não é “preciso” ser profético. Os fatos se mostram no cotidiano. E isso não é cíclico, é único. E não parece que vai passar, como uma onda da modernidade. Os horizontes apontam muito mais, um processo diacrônico do ponto de vista de sua evolução. Muda-se a embalagem (procedimento sincrônico) de homenzinhos verdes marcianos do início do sec. XX à uma imensa diversidade tipológica no século XXI. O contato, a interação, está se intensificando.

A tentativa de padronização midiática na forma de Grays representou um outro procedimento sincrônico (na embalagem). O sincrônico prevalece sobre o diacrônico, pois a massa percebe somente o que está sendo utilizado no momento em sua forma aparente e simplificada. Sua mudança, em torno da diversidade, no entanto, revelando comportamentos diversos, e sentidos mais complexos, por ser gradual, passa despercebida, da maioria.

No século XIX Júlio Verne escrevia para crianças sobre viagem a lua, submarinos, viagem ao centro da terra. Como se estivesse acostumando aquela geração ao convívio com as maravilhas do futuro. Antigamente eram os livros e as leituras que faziam isso e agora? Agora temos a indústria cinematográfica, que a cada ano aumenta os filmes sobre o fenômeno, temos endereços na internet, revistas especializadas ou exclusivas sobre o tema.
Enquanto olhamos o céu a procura de OVNIs, eles vão entrando nas nossas vidas, modificando nosso pensar, nosso agir. Que será essa relação? uma lenta invasão? ou um lento processo de interação com outras civilizações? Eu quero crer que seja uma bela e surpreendente interação. Que com ela venha a expansão de nossa consciência individual e coletiva.