MÃE TERRA – CORPO E ALMA – ABRIL / 2018

Querido,

Eu sou a voz da Terra e carrego você em meu corpo. O planeta no qual você vive e caminha é o meu corpo, a expressão da minha alma. Você é bem-vindo aqui porque faz parte do meu corpo. Seu corpo é parte de mim, feito de matéria terrena. Esteja bem consciente das células do seu corpo, que são pequenas entidades independentes, que sabem exatamente o que devem fazer. Elas trabalham em prol do equilíbrio, harmonia e cooperação em seu corpo.

Imagine que você está presente sob a forma de um sol brilhante em seu corpo. Sua luz não é da Terra; você veio do cosmo. Você é uma alma viva, capaz de assumir várias formas, e agora está presente numa forma terrena. Imagine que a luz da sua alma se irradia do centro do seu corpo, do centro próximo ao seu coração. Veja uma luz brilhando ali e lembre-se de quem você é; você tem eons de idade. Você teve muitas vidas; não está aqui pela primeira vez.

Lembre-se de quem você é! Saiba que você é independente deste corpo, desta vida, e da sociedade à sua volta. Você veio aqui para trazer algo novo, algo único, algo ainda não compreendido por aqueles que o rodeiam. É preciso coragem e ousadia para trazer o novo, porque coisas novas provocam resistência. É por isto que é tão importante lembrar-se de quem você é, da sua liberdade, da sua independência. Só então você poderá ser você mesmo nesta realidade e espalhar a sua luz.

Peço-lhe agora que, a partir do seu coração, conecte a luz da sua alma às células do seu corpo, que possuem sua própria consciência individual e, ao mesmo tempo, fazem parte de mim, a Terra. Imagine que a luz do seu coração, da sua alma, se une à consciência de todas as células do seu corpo. Sua luz se irradia para todas as suas células, e estas respondem com alegria. Isto é o que elas querem – elas querem ser inspiradas por você! Este é o objetivo delas; esta é a função delas.

Talvez você pense que o objetivo das células do seu corpo seja simplesmente manter seu corpo de modo que ele funcione e sobreviva. Num certo nível, isto é verdade, mas não no nível mais profundo. Seu propósito maior aqui na Terra é oferecer um instrumento através do qual sua alma possa se manifestar; este é o propósito do seu corpo. Portanto, é extremamente importante conectar sua alma à consciência do seu corpo. Todo o seu corpo está passando por uma transformação que não pode ser explicada no nível material.

Imagine que a luz da sua essência divina se estende lentamente do seu coração e delicadamente toca todas as suas células: do seu peito e ombros, e de todo o seu pescoço e garganta. Em seguida, permita que todas as células da sua cabeça sejam tocadas pela energia da sua alma e a absorvam, de modo que sejam capazes de obter direcionamento e orientação da Fonte divina. Deixe, então, que a energia da sua alma – a luz do seu coração – flua através do seu plexo solar, do seu estômago e desça pelo seu abdome. Sinta o centro do seu abdome, por um instante. Pode ser que ainda existam algumas emoções antigas aí, ou certa resistência contra a vida, que dificultem a permissão para a entrada da luz da sua alma: “Isto é seguro? Será que realmente posso estar aqui com minha energia única, minha luz?”

Veja se a luz da sua alma consegue penetrar no seu estômago, no seu cóccix, na sua pélvis. Se perceber pontos que oferecem resistência, que não permitem a entrada da luz, simplesmente observe o que está acontecendo e não force nada. Apenas veja se existe uma região escura ou tensa em algum lugar do seu corpo, onde a energia esteja contraída e dissimulada. Com um olhar receptivo e aberto, concentre sua atenção nesse ponto de opressão. Sua consciência é muito afável e maleável e, como uma brisa suave, envolve esse ponto com sua atenção.

Dentro dessa energia bloqueada, existe vida que esteve escondida por uma variedade de motivos. Incentive essa vida a se fazer conhecer por você. Pergunte-lhe: “Quem é você? Não tenha medo de mim; mostre-se.”. Observe se aparece alguma coisa para você… uma imagem, um símbolo… pode ser também um animal ou um ser humano… ou talvez uma criança. Tudo o que está bloqueada e oculto dentro de uma pessoa deseja sair, deseja se libertar; mas tem medo, e é por isto que às vezes se esconde. Para conseguir atingi-lo, é preciso não forçar nada; basta estar gentilmente presente e ouvir. Não querer mudar nada, não desejar livrar-se dessa parte é a melhor forma de abordá-la.

Então, calmamente observe ou perceba o que está desejando se revelar nessa parte sombria. Imagine-se estendendo sua mão para o que aparecer, e tranquilize-o, dizendo: “Você é bom; você pode ser quem realmente é.” E acolha essa sua parte, assumindo a responsabilidade pela sua própria energia, prometendo que trabalhará com ela. Porque, em toda essa energia obstruída e bloqueada, há também uma força, uma aptidão que pertence a você. A intenção nunca deve ser a de fazer com que um bloqueio ou problema desapareça. Trata-se de transformar e liberar energias antigas tão completamente, que a essência da sua luz interior possa unir-se a elas. É por isto que o caminho é o amor; sem lutar contra energias negativas ou problemas internos, mas amando-os

Finalmente, deixe a luz da sua alma fluir da sua pélvis para suas coxas e pernas, e dedique uma atenção especial aos seus joelhos. Imagine que as células e ossos dos seus joelhos se abrem para a luz do seu coração. Lembre-se como pode ser divertido viver e estar ativo na Terra, então recupere essas memórias de alegria. Em seguida, deixe sua luz descer pelas suas panturrilhas e tornozelos, e percorrer totalmente seus calcanhares, solas dos pés e artelhos.

Confie a luz da sua alma à Terra. Eu estou aqui para você; você é bem-vindo em mim. Não precisa prosseguir sozinho. Quanto mais permitir que a luz da sua alma esteja aqui, mais estará protegido e será conduzido pela sua própria sabedoria e por sua conexão comigo, a Terra.

Eu o saúdo de coração e agradeço-lhe por sua presença aqui e agora.

Canalizado Por: Pamela Kribbe
Fonte: http://www.jeshua.net/por/
Tradução: Vera Corrêa – veracorrea46@gmail.com
Texto do Vídeo/Mensagem: http://www.jeshua.net/por/earth/earth12.htm

CURSO LIVRE “O GOLPE DE 2016 E A EDUCAÇÃO NO BRASIL”

CURSO LIVRE “O GOLPE DE 2016 E A EDUCAÇÃO NO BRASIL”

Transmissão ao vivo todas as quintas-feiras das 17h às 19h pelo Coletivo Socializando Saberes:  http://tv.socializandosaberes.net.br/

PROGRAMAÇÃO

Ementa

O curso inspira-se em disciplina oferecida na Universidade de Brasília pelos docentes Luis Felipe Miguel e Karina Damous Duailibe, reconhecendo a importância desta iniciativa. Contrários às iniciativas em andamento de liquidar com a autonomia universitária e a liberdade de pesquisa e ensino crítico na universidade, o curso tem por objetivo analisar o contexto histórico do golpe de Estado no Brasil, entendido como mecanismo de manutenção e controle do Estado pela elite dominante, focando particularmente no Golpe de 2016 e seus desdobramentos no processo de sucateamento da educação estatal (pública) brasileira.
Programação

15 de março
Aula de Abertura “A crise política no Brasil, o golpe e o papel da educação na resistência e na transformação”
Convidado: Dermeval Saviani
Local: Salão Nobre, 1º andar, bloco E

22 de março
Os golpes de Estado no Brasil República e a educação
Convidado: José Claudinei Lombardi

05 de abril
O Golpe de 2016 e a cultura: relações raciais e de gênero
Convidada: Ângela Soligo

12 de abril
O Golpe no Brasil e a reorganização imperialista em tempo de globalização
Convidado: Barnabé Medeiros Filho

19 de abril
O golpe de 2016 e o contrafluxo de uma governamentalidade democrática
Convidado: Silvio Gallo
Os Golpes de 1964 e 2016 e o Estado Democrático (ou pós-democrático?)
Convidadas: Débora Mazza e Nima I. Spigolon

26 de abril
A Reforma da Previdência e Trabalhista: o que Temer tem a ver com isso? Como afeta o trabalho docente? Convidados: Roberto Heloani e Evaldo Piolli.

03 de maio
Contrarrevolução e privatismo na educação brasileira: uma análise a partir de 1964
Convidada: Fabiana Cassia Rodrigues

10 de maio
Como fica o Ensino Fundamental e Médio com mais um Golpe Conservador no Brasil?
Convidados: Nora Krawczyk, Dirze Zan e Antonio José Lopes

17 de maio
Educação infantil em risco: quédê o direito que estava aqui? O Temer comeu!
Convidada: Ana Lúcia Goulart de Faria

24 de maio
O Golpe e a gestão democrática das escola
Convidadas: Cristiane Machado e Mara Regina Jacomeli

07 de junho
Educação, desenvolvimento e segurança nacional: o golpe de 1964 e 2016 e as reformas educacionais no Brasil
Convidado: Renê José Trentim

14 de junho
“A construção ideológica e jurídica do Golpe”
Antonio Miguel; Carlos Roberto Vianna (Professor do Departamento de Matemática da Universiade Federal do Paraná); Magda Barros Biavaschi (Juíza do Trabalho e pesquisadora do CESIT – Centro de Estudos Sindicais e Economia do Trabalho)

21 de junho
Documentário “O Processo” seguido de debate
Convite para a diretora do documentáriom, Maria Augusta Ramos

28 de junho
Aula de Encerramento “Com o golpe de 2016, para onde caminhará a educação?”
José Luís Sanfelice

Mais informações: http://www.fe.unicamp.br

Governança Local – quando será?

O povo brasileiro tem levado a pior nas suas escolhas políticas. Raramente tem conseguido, que  os governo que escolheram nas urnas, voltem o olhar para as suas fragilidades.  Em grande parte, levam a pior por não acreditar na sua capacidade de produzir uma alternativa àquela que lhes “apresentam” o universo midiático. Os marqueteiros, nos fugazes momentos de eleições.

Como se alternativas políticas aceitáveis, legítimas, tivessem que ser unicamente baseadas, nesse estereótipo. Alguém que traz em si todos os atributos de um super herói, sabidamente, construído midiáticamente.

É preciso no mínimo questionar este estereótipo. Que além de ser um engodo, impede ao povo de sustentar os raros avanços alcançados aqui ou ali.

O povo é a alternativa e não alguém construído para atender a interesses escusos aos interesses desse mesmo povo. Assim também, não são alternativas, os coronéis da política, encastelados no status de manda chuva, adquirido ao longo de décadas de propaganda enganosa, mas que ainda funciona para os manter lá.

O povo em seus grupos locais, parecem no entanto, terem dificuldades para perceberem a si mesmos. Parecem ter dificuldades para  pensarem mais a longo prazo, com alternativas um pouquinho mais ousadas.

Alternativas vividas nas vizinhanças são alternativas fortes e sustentáveis no seu contexto. Mas o povo, raramente se olha e portanto mais raramente ainda se vê.

É tempo de olhar e ver as semelhanças e diferenças seculares e imediatas construídas em nossa sociedade e em nossos coletivos mais próximos. Olhar e ver que semelhanças, afinidades, podem gerar unidades e fortalecimentos. Que diferenças podem ter sido resultantes de séculos de opressão e aceitação de uma leitura equivocada das relações e posições sociais ocupadas por uns e outros.

Nas vizinhanças estão alternativas efetivas de governanças reais, de uma praxis, uma concretude e materialidades insuperáveis por qualquer outra. São aquelas alternativas bem vividas na luta diária. Aquelas que são de fato, afirmativas das identidades locais.

Governança de vizinhança é um conjunto de práticas, padrões assumidos por pessoas em comunidades, com o objetivo de garantir efetividade dos processos de organização social, política e económica em favor do próprio grupo social local. É a organização muitas vezes da luta pela sobrevivência mas também da luta pela ampliação da qualidade de vida.

Vale sugerir que se observem, que se olhem melhor, e vejam com mais acuidade. Vejam que são através das alternativas políticas, econômicas e sociais próximas que identificam soluções próprias, para problemas do cotidiano.

Com o olhar na própria realidade individual e coletiva, se evita pular etapas em um processo de consolidação das identidades. Destas, não podem abrir mão. A partir daí é que se constroem solidamente, caminhos e perspectivas para soluções mais abrangentes, de maior alcance. A partir dessa percepção quase natural, e não antes, que se possibilita a extrapolação do olhar, para além dos limites do bairro, da comunidade, da região.

Sem saber quem sou, caminho às cegas. Não vou a lugar nenhum.

É a partir do conhecimento/construção e/ou reconhecimento/reconstrução das identidades nos/com os locais onde vivem, que se vislumbram as possibilidades de alcançarem a autonomia dos grupos e comunidades.  Lembrando a célebre frase de Leon Tolstói  “canta tua aldeia e cantarás o mundo”.

Em todos os grupos humanos onde se amadurecem os olhares sobre si mesmos, concomitantemente ocorrem, autonomias e emancipações. Isso não impede que haja trocas e interações diversas, inclusive com agentes externos. Pelo contrário, o foco das relações com vistas a realizações conjuntas é condição primeira para se alcançar autonomia e afirmação de identidades coletivas locais.

Jamais quererão, as pessoas ou os grupos locais, novamente, repetirem os velhos erros, de procurarem ou aceitarem, super heróis ou vilões, externos, para os governar. E certamente saberão questionar e se protegerem das investidas desses parasitas sociais. Estes, nunca chegam pra somar, mas sim para subtrair, para sugar as energias do grupo.

As comunidades precisam não somente de um nome alternativo a representá-las em momentos eleitorais, ou em quaisquer outros momentos e circunstâncias. Precisam conhecer sua história e o seu modo de vida, os valores nos quais baseiam para viver. Isso é construído cotidianamente. É um modo de vida que resulte no conhecimento de si, indivíduos e comunidade. É principalmente como os indivíduos e comunidades se vêem. É a sua narrativa.

Não é qualquer modo de vida. É um modo de vida pensado coletivamente com o conhecimento de causalidade. Conhecimento de sua história, seja para não repetir os erros do passado, seja para, conhecendo sua influência no presente, definir estratégias para o futuro. Sempre no sentido afirmativo.

Respeitar o passado histórico não é repetí-lo. Mas conhecê-lo facilita gerenciar o presente em favor de uma vida saudável para todos. O senso de autopreservação e solidariedade de grupo  não se desenvolve nos indivíduos e coletividades sem uma narrativa sobre si mesmos que os une e fortaleça.

Em outras palavras, o auto governo ou governança local é o governo das próprias vidas humanas, em contextos sócios organizativos menores, compartilhados, democratizados ao máximo. Isso, tanto depende dessa narrativa quanto a alimentará e a reconstruirá permanentemente.

Essa, bem poderia ser uma forma de questionar essa dependência, de governos midiatizados, que recorrentemente são apresentados heróis hoje e vilões amanhã. Governos fakes.

Somos mais. (…)

Wilson Oliveira.

Leia livros

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Adolfo Sánchez Vázquez – http://goo.gl/1DFmCS
Alain Badiou – http://goo.gl/gwJVGZ
Alex Callinicos – http://goo.gl/7wHgwZ
Alexandra Kollontai – http://goo.gl/JBLYhr
Andre Gunder Frank – https://goo.gl/KFgvBI
Antonio Gramsci – http://goo.gl/e91JpT
Bertolt Brecht – http://goo.gl/jeMi0w
Bolívar Echeverría – http://goo.gl/lUuQgf
Caio Prado Jr. – http://goo.gl/ZHMYdm
Carlos Nelson Coutinho – http://goo.gl/UmdgGh
Che Guevara – http://goo.gl/YEh4me
Congressos da Internacional Comunista –http://goo.gl/pem8pt
Daniel Bensaïd – http://goo.gl/OSMla3
David Harvey – http://goo.gl/h270rQ
E. P. Thompson – http://goo.gl/ZgnQPE
Ellen Wood – http://goo.gl/qFricV
Enrique Dussel – http://goo.gl/LFDziI
Eric Hobsbawm – http://goo.gl/uiOOjp
Ernest Mandel – http://goo.gl/lkYF5T
Étienne Balibar – https://goo.gl/uMs0PT
Fidel Castro – http://goo.gl/pjrxh6
Florestan Fernandes – http://goo.gl/mZsebg
Fredric Jameson – http://goo.gl/lZVSGC
Guillermo Lora – https://goo.gl/okmpaV
György Lukács – http://goo.gl/9FMYCm
Hal Draper – http://goo.gl/ZCBaMk
Heleieth Saffioti – https://goo.gl/SPdzqO
Henri Lefebvre – http://goo.gl/HD1HDc
Herbert Marcuse – http://goo.gl/Px1Zij
Isaac Deutscher – http://goo.gl/bHUdxV
István Mészáros – http://goo.gl/afiVQ6
Jean-Paul Sartre – http://goo.gl/sMKS5U
João Bernardo – http://goo.gl/0IGAOX
José Martí – http://goo.gl/uAvaUW
José Paulo Netto – http://goo.gl/oVXiG9
Leandro Konder – http://goo.gl/1skAkm
Lenin – http://goo.gl/fR4vGu
Louis Althusser – http://goo.gl/oN57gg
Mao Tse-Tung – http://goo.gl/8G19Zx
Marx e Engels – http://goo.gl/3M5Yeg
Michael Löwy – http://goo.gl/26dJVL
Milton Santos – http://goo.gl/xcqJLD
Nelson Werneck Sodré – https://goo.gl/WM3riS
Nicos Poulantzas – http://goo.gl/UmSans
Paulo Freire – http://goo.gl/B1PLTh
Perry Anderson – http://goo.gl/LEsbKq
Raymond Williams – http://goo.gl/jS5HXi
Ricardo Antunes – https://goo.gl/3k1E3N
Rosa Luxemburgo – http://goo.gl/wOCcDv
Ruy Mauro Marini – http://goo.gl/jBTrGn
Simone de Beauvoir – https://goo.gl/8D2P6H
Slavoj Žižek – http://goo.gl/6VnnRY
Stalin – http://goo.gl/dlb1lE
Terry Eagleton – http://goo.gl/Yx4OrX
Theodor Adorno – http://goo.gl/ot9rMP
Theotônio dos Santos – http://goo.gl/9aZaOj
Trotsky – http://goo.gl/Z0NMf7
Vânia Bambirra – http://goo.gl/sFhFq4
Walter Benjamin – http://goo.gl/mgXFky