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abr 05

Governança Local ou Alternativa de Governo?

O povo brasileiro tem levado a pior nas suas escolhas políticas e a bastante tempo.  Em grande parte por não acreditar na capacidade de gerar uma alternativa de governo àquela que lhes “apresentam” o universo midiático.

Como se alternativas políticas aceitáveis, legítimas, fossem unicamente baseadas, nesse estereótipo. Alguém que traz em si todos os atributos de um super herói, sabidamente, construído midiáticamente.

É preciso no mínimo questionar este estereótipo.

O povo é a alternativa e não alguém construído para atender a interesses escusos aos interesses desse mesmo povo.

O povo em seus grupos locais, parece ter dificuldades para perceber a si mesmo e para se pensar mais a longo prazo, com alternativas um pouquinho mais ousadas. Alternativas vividas na sua vizinhança, fortes e sustentáveis no seu contexto. Mas o povo, raramente se olha.

Nas vizinhanças estão alternativas efetivas de governança, reais, de uma concretude e materialidades insuperáveis por qualquer outra. São aquelas alternativas bem vividas. Aquelas que são de fato, afirmativas das identidades locais.

Governança de vizinhança é um conjunto de práticas, padrões assumidos por pessoas em comunidades, com o objetivo de garantir efetividade dos processos de organização social, política e económica em favor do próprio grupo social.

Vale sugerir que se observe, que se olhem melhor, com mais acuidade. Veja que é através das alternativas políticas, econômicas e sociais próximas que se bota a mão na massa e se identifica soluções próprias, para problemas do cotidiano nos coletivos mais próximos.

Com o olhar na própria realidade, se evita pular etapas no processo de consolidação das identidades locais, das quais não se pode abrir mão. Se constroem solidamente, caminhos e perspectivas para soluções mais abrangentes, de maior alcance. A partir dessa percepção quase natural, e não antes, permite-se a extrapolação do olhar, para além dos limites do bairro, da comunidade, da região.

Em todos os grupos humanos onde se amadurecem os olhares sobre si mesmos, concomitantemente ocorrem, autonomias e emancipações. Isso não impede que haja trocas e interações diversas. Mas, o foco nas relações e realizações é condição primeira para se alcançar autonomia e afirmação de identidades locais.

Jamais quereriam, as pessoas, os grupos locais, novamente, repetirem os velhos erros, de procurarem ou aceitarem, super heróis ou vilões, externos, para os governar.

Aí, sim, teriam não só um nome alternativo a apresentar em momentos eleitorais, ou em quaisquer outros momentos e circunstâncias, mas um método baseado na experiência de se auto governarem.

Auto governo de suas próprias vidas em contextos sócios organizativos menores, compartilhados, democratizados, como práticas de governança cotidianas de seus coletivos imediatos.

Acabariam com essa dependência, de governos midiatizados, que inevitavelmente seriam apresentados heróis hoje e vilões amanhã.

Olhando a si mesmos se reconheceriam em suas práticas. Veriam finalmente adotadas, governanças locais eficientes e duradouras, com pouca dependência de um Estado ou níveis diversos de Governos.

W.G.O.

fev 24

Documento sobre Caso Papuda é Liberado

A campanha UFOs: Liberdade de Informação iniciada em 2004, pede abertura governamental para a questão ufológica. Já obtivemos algum resultado com a liberação de informações sobre o tema UFO através da antiga legislação. Uma visita da Comissão Brasileira de Ufólogos à sede do CINDACTA e do COMDABRA em BRASÍLIA em 20 de maio de 2005, com direito a visualizar alguns arquivos, demonstrou o início do protagonismo da campanha.

O sigilo para informações classificadas como ultrassecretas é normatizado pela lei 11.111/2005. Essa Lei foi utilizada pela Comissão Brasileira de Ufólogos – CBU, através do Dossiê UFO Brasil, para obtenção de informações ufológicas. Ela determinava um sigilo de 30 anos prorrogáveis indefinidamente. Nesse aspecto, a Lei 12.527 de 18 de novembro de 2011 em seu Art. 24 §1º inciso I, avança um pouco por reduzir esse prazo para 25 anos.

A atual fase da campanha “UFOs: Liberdade de Informação Já – Temos o Direito de Saber” será lançada no XXII Congresso Brasileiro de Ufologia, de 16 a 18 de março de 2018 em Curitiba. Juntemo-nos a ela, para que possamos obter dentre muitos documentos o áudio do então Ten. Damasceno com o Cindacta I por ocasião do incidente no Presidio da Papuda em 11 de abril de 1991. Afinal o caso conta já com 27 anos. Esse prazo já ultrapassa o sigilo previsto na Lei 12.527/2011, LAI – Lei de Acesso a Informação.

A comunidade ufológica cobrara do GEU-UnB, à época, desde um ano após o incidente no Presídio da Papuda em 1991, uma resposta do Ministério da Aeronáutica sobre o incidente.

O GEU/UnB passou a solicitar um pronunciamento sobre o relatório realizado e já enviado ao MAER desde 1992, sem sucesso. Essa era uma tentativa de estabelecer um diálogo sobre as lamentáveis contradições encontradas nos documentos recebidos. Tais contradições, a meu ver demonstrou no mínimo a necessidade de um tratamento uniforme e sistemático para o assunto. O que sempre foi desejado pelos ufólogos. As contradições existem, tanto na análise em separado dos documentos, quanto da análise em conjunto com os depoimentos colhidos das testemunhas, todas Militares.

Diante disso, o grupo refaz o pedido de pronunciamento em novembro de 1996.

O link abaixo mostra a solicitação do GEU-UnB e seu anexo, referindo-se ao incidente de OVNI no Presídio da Papuda no Distrito Federal ocorrido em 1991. O documento comprova as ações do Geu-UnB sobre o caso papuda e foi liberado a partir da campanha da Comissão Brasileira de Ufólogos – CBU, campanha esta, coordenada pela Revista UFO.

Entretanto, os documentos mais importantes desse caso, a meu ver e creio que para todos nós que nos interessamo pelo assunto, são as gravações, registros de áudio e vídeo feitos a partir do acompanhamento do incidente pelo Cindacta e CPMInd. Neles estão as plotagens de radar e as conversas telefônicas que certamente confirmarão os depoimentos das testemunhas e poderão fornecer mais detalhes importantes para o conhecimento do fato.

Documento disponível no Sistema de Informações do Arquivo Nacional – SIAN liberado pelo MAER.

Clique aqui para acessar as Bases de Dados do Arquivo Nacional

fev 03

Spock no Caso Bianca?

Recentemente me foi solicitado por uma amiga que considerasse rever dois vídeos onde Bianca, ao fazer sua narrativa de contato com o extraterrestre Karran(1), se contradiz. Ela me pede que se possível explicasse a ela o que estava acontecendo.

Vi hoje, 03 de fevereiro/2018, os dois vídeos, onde pude perceber as contradições a que ela se refere. Dos documentos, citados abaixo(3 e 4), revi o primeiro e ví pela primeira vez o segundo. Procurei entender o que aconteceu. Gostei da ideia de compartilhar aqui para a reflexão de quem mais se interessar.

O primeiro documento é “Flávio Cavalcanti 1978 – Hermínio e Bianca – Completo partes 1 e 2“(2 e 3) É interessante ver as duas partes, mas a fala que nos interessa está no início da parte 2(3), onde Bianca ao responder a uma pergunta do entrevistador, nos remete a uma possível contradição com o que ela diz hoje no segundo documento “Karran Ri de Bianca, As 144.000 Pessoas, Karma, Biblia, Jesus e Vidas Passadas.”(4)

No primeiro documento, ela é questionada se não seria tudo isso que o casal estava vivendo fruto de sonho ou imaginação. E o entrevistador ainda sugere, “depois de terem assistido a filmes como “guerra nas estrelas”(5), “contatos imediatos do terceiro grau”(7) por exemplo?
E ela responde: “Bem, não, porque isto se deu a quase 3 anos atrás e o filme só está aqui no Brasil agora, né? (Agora era 1978). Pelo menos na época (1976) eu nem sabia se já existia filme desse tipo.”

No segundo documento, gravado recentemente na Fazenda Maik-Buz(Nota1) ela diz: “… eu lembro bem que antes de conhecê-lo tinha iniciado guerra nas estrelas. Um programa, guerra nas estrelas. E aí eu assistia muito, ficava eu e a Franci que era nenenzinha, a gente fica assistindo. E tinha muitos desenhos, a 40 anos atrás, de marcianos, verdes, de anteninhas na cabeça … pra mim o filme era fantasia, um filme como qualquer outro. Aí tá, de repente eu conheço o Karran. Ah tá, é realidade!? então tem!? E ele pega e me pergunta se eu já havia conhecido alguém como ele. Alí naquela confusão, dentro da nave, no contato. Eu falei -sim, já conheci. – Quem? – O Spock. (risos), O Spock, verdade (reafirma ela)… – Spock de onde? (Perguntou, ele)– Do filme Jornada nas estrelas(6), aí ele não aguentou, aquela hora ele riu… (risos) …

Ao que parece, quando o entrevistador faz a pergunta, ele está se referindo mesmo ao filme Guerra nas estrelas que foi lançado no Brasil em 18 de novembro de 1977, portanto, quase 1 ano antes daquela entrevista. E a resposta está relativamente correta para o sentido que ela coloca. Que não era influência daquele filme especificamente. Ela disse “não, porque isto (a experiência dela) se deu a quase 3 anos atrás e o filme só está aqui no Brasil agora, né? (Agora era 03 de setembro de 1978). Pelo menos na época (12/01/1976) eu nem sabia se já existia filme desse tipo.

Ou seja, creio que podemos considerar como plausível que um filme que tenha chegado no Brasil no final de 1977 não tenha sido visto por ela no dia 03 de setembro de 1978. Entretanto, quando ela diz “… na época eu nem sabia se já existia filme desse tipo”, está contradizendo a afirmação dela mesma de que “tinha iniciado guerra nas estrelas”. Um programa, guerra nas estrelas. E aí eu assistia muito, ficava eu e a Franci que era nenenzinha, a gente ficava assistindo. E tinha muitos desenhos, a 40 anos atrás, de marcianos. Verdes, de anteninhas na cabeça … pra mim o filme era fantasia, um filme como qualquer outro.”
Ela poderia não conhecer o filme Guerra nas estrelas, mas não poderia dizer que desconhecia filmes daquele tipo.(imagino que ficção, vida extraterrestre), para não parecer incoerente.

Nesse momento, creio que podemos supor que quando ela disse guerra nas estrelas, lançado no ano anterior, ela quisesse dizer jornada nas estrelas que já estava na TV, e havia sido lançado em 1966. Tanto que ela se refere a “Programa”. Portanto, fazia parte das programações de TV que ela assistia com Franci. E junto dele vários outros filmes e desenhos de marcianos, estes últimos influência de A “Guerra dos Mundos” de Orson Wells(Nota 2).

Creio que o que se percebe nestes dois documentários seja mais confusão do que propriamente contradição. Na TV e sob pressão das câmaras é até certo ponto compreensível alguma confusão. Vale lembrar que existem vários artigos na internet que procuram mostrar as diferenças entre “star wars e star trek”.

Documentários citados

1) Caso Bianca – 12/01/1976)
2) (Flávio Cavalcanti 1978 – Hermínio e Bianca – Completo parte 1 de 2) no final da primeira parte, o pesquisador que acompanhou o caso e identificou as fotografias, citado, me parece ser Alberto F. do Carmo.
3) (Flávio Cavalcanti 1978 – Hermínio e Bianca – Completo parte 2 de 2)
4) (Karran Ri de Bianca, As 144.000 Pessoas, Karma, Biblia, Jesus e Vidas Passadas)

Filmes citados:
5) Guerra nas estrelas (Star Wars) – O primeiro filme foi lançado com o título Star Wars, em 25 de maio de 1977
6) Jornada nas estrelas (Star Trek) – Iniciou-se com uma série para televisão em 1966
7) Contatos imediatos do terceiro grau – O filme é iniciado em em maio de 1976 e é lançado em novembro de 1977.

Nota 1) Fazenda Maik-Buz é a sede da TFCA – Técnica Fisica para a Conquista da Autoconsciência. Onde mora Bianca e onde se pratica a técnica e se tem acesso a outras atividades relacionadas ao trabalho da Bianca e Equipe.
Nota 2) “Guerra dos Mundos” de Orson Wells foi um programa de rádio que provocou pânico após sua transmissão no dia 30 de outubro de 1938. O programa de rádio simulava uma invasão extraterrestre (marcianos) e desencadeou pânico na costa leste dos Estados Unidos.

ago 07

Ruy Mauro Marini e a dialética da dependência

Documentário: Ruy Mauro Marini e a dialética da dependência

TEXTO COMPLETO  – LIVRO DIALÉTICA DA DEPENDÊNCIA, de RUY MAURO MARINI: http://www.marxists.org/portugues/marini/1973/mes/dialetica.htm

maio 17

DESIGN INTELIGENTE

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abr 12

Dimensões ou Coordenadas?

O vídeo começa aos 13:20 minutos:

jan 08

Projeto Rede Alfa

A Rede Alfa foi assim denominada pelo pesquisador Roberto Affonso Beck. Constituiu ao longo de décadas, locais de avistamento de OVNIs por vários grupos de pesquisa do DF.

Ao propor um levantamento dessa rede para efeito de conhecimento de sua situação atual, adotamos o nome de Projeto Rede Alfa, em sua homenagem e também em homenagem ao Gen. Moacir de Mendonça Uchôa que também utilizou de algumas destas localidades para realização de suas pesquisas. O objetivo é atualizar as informações acerca de cada uma das unidades geográficas da rede de localidades de investigação e Pesquisa ufológica no Distrito Federal e imediações.

Mais especificamente, propõe-se a:

1) verificar a acessibilidade à área;

2) documentar a forma de acesso,

3) registrar eventuais depoimentos de testemunho de ocorrências recentes, e

4) identificar  as possibilidades de uso da área para posteriores atividades de campo, em equipe.

As atividades de coleta dos dados para os fins desse projeto são feitas por uma equipe de investigadores voluntários interessados, os quais estão cadastrados nesse ambiente a partir de sua primeira contribuição.

As orientações para a coleta dos dados são publicadas na página de cada unidade que  compõe a rede denominada (Alfa nº) e o registro dos dados coletados são publicados a partir do formulário de comentários no rodapé da página correspondente a unidade. A primeira publicação sofre a moderação do administrador do ambiente e a partir da segunda publicação o pesquisador tem seus dados publicados automaticamente.

O acesso aos arquivos do Projeto neste blog são restritos aos pesquisadores que o fazem mediante senha específica para cada unidade Alfa, por considerar que se trata nesse momento de dado bruto.

A correção de eventuais erros de digitação ou quaisquer outras correções em materiais publicados, será feita por solicitação ao administrador do ambiente  mediante o mesmo formulário. Uma vez atendida a solicitação com a devida correção haverá a imediata exclusão da solicitação.

Outra alternativa é o pesquisador fazer uma segunda publicação com as devidas correções e solicitar no mesmo formulário a exclusão da primeira publicação que possa conter erros.

Os levantamentos e registros de todas as localidades ou unidades, de Alfa 1 a Alfa 12 serão realizadas no período de 6 meses, encerrando-se em Julho de 2017. Ao final desse período será elaborado um relatório da pesquisa constando a produção de todos os participantes e um ou mais artigos para publicação. O projeto tem previsão de encerramento no final do mês de agosto/2017.

O envio de arquivos de fotos e outros documentos deverá ser feito para a nuvem da conta compartilhada entre os membros.

 

Acesse a Unidade com a qual está trabalhando para inserir dados.

Wilson Geraldo de Oliveira   Continue lendo

out 01

Uma Nova Ótica Ufológica

Faz algum tempo venho observando o movimento UFO no Brasil e no mundo. Observo o “Fenômeno histórico”. Para além do contato, do avistamento, das abduções, relatos, estudos e pesquisas. Observo as mudanças que o “Fenômeno” tem provocado na sociedade e no livre pensar. Isso vem me apontando questionamentos sobre “O que é de fato a UFOLOGIA?”. Penso que a ufologia precisa ser vista no seu todo, desde o estudo e a pesquisa dos fatos ufológicos, aos seus efeitos na sociedade. Ela representa uma variável provocadora do pensamento humano.

Algumas instituições buscam para si a responsabilidade de definir tipos de extraterrestres, tipos de aparelho (discos), tipos de contato, tipos de abduções. Os ufólogos focam no céu e em tudo de estranho que nele voa (voa?). É importante que isso seja feito e é tão ou mais importante observar o que acontece em volta de cada ocorrência ufológica, o que muda? O que se transforma? No que se transforma?

O fenômeno está na esquina, dentro da sua casa pela TV, é tema de discussão em escolas, de dissertações de graduação, mestrado e doutorado em universidades. Está  nas artes, no cinema, na literatura,  permeia praticamente todas as religiões e tradições. Está na indústria e no comércio, que alimenta desde a simples curiosidade popular ao consumidor mais exigente. Seja com simples souvenir à viagens turísticas e eventos internacionais. Seja com um simples gibi à revistas e jornais exclusivos sobre o assunto, ou a produções literárias mais sofisticadas. O fenômeno  modificou e modifica vidas, comportamentos e áreas físicas, ocupou e ocupa espaço na mídia. O fenômeno UFO/OVNI matou e/ou motivou a morte de pessoas. Ele é presente, real, concreto, palpável.

No Brasil, em pleno planalto central existe uma comunidade em que avistamentos são comuns. Há uma comunidade inteira que cultua o fenômeno. Os seres “extraterrestres” são vizinhos, parentes, deuses, guias, mestres. Essa comunidade ensina as suas crianças a amar o seu “semelhante” do cosmos.

Nos Estados Unidos pessoas se matam para irem se encontrar com seus mentores espirituais que viriam em um aparelho (disco), na cauda de um cometa.

Não ouso afirmar: “existe uma preparação para o dia da chegada.” Não é “preciso” ser profético. Os fatos se mostram no cotidiano. E isso não é cíclico, é único. E não parece que vai passar, como uma onda da modernidade. Os horizontes apontam muito mais, um processo diacrônico do ponto de vista de sua evolução. Muda-se a embalagem (procedimento sincrônico) de homenzinhos verdes marcianos do início do sec. XX à uma imensa diversidade tipológica no século XXI. O contato, a interação, está se intensificando.

A tentativa de padronização midiática na forma de Grays representou um outro procedimento sincrônico (na embalagem). O sincrônico prevalece sobre o diacrônico, pois a massa percebe somente o que está sendo utilizado no momento em sua forma aparente e simplificada. Sua mudança, em torno da diversidade, no entanto, revelando comportamentos diversos, e sentidos mais complexos, por ser gradual, passa despercebida, da maioria.

No século XIX Júlio Verne escrevia para crianças sobre viagem a lua, submarinos, viagem ao centro da terra. Como se estivesse acostumando aquela geração ao convívio com as maravilhas do futuro. Antigamente eram os livros e as leituras que faziam isso e agora? Agora temos a indústria cinematográfica, que a cada ano aumenta os filmes sobre o fenômeno, temos endereços na internet, revistas especializadas ou exclusivas sobre o tema.
Enquanto olhamos o céu a procura de OVNIs, eles vão entrando nas nossas vidas, modificando nosso pensar, nosso agir. Que será essa relação? uma lenta invasão? ou um lento processo de interação com outras civilizações? Eu quero crer que seja uma bela e surpreendente interação. Que com ela venha a expansão de nossa consciência individual e coletiva.

abr 01

Leia livros

Passamos de 1.700 livros! Agora já são mais de 19 GB de marxismo para baixar de graça e ler.

Adolfo Sánchez Vázquez – http://goo.gl/1DFmCS
Alain Badiou – http://goo.gl/gwJVGZ
Alex Callinicos – http://goo.gl/7wHgwZ
Alexandra Kollontai – http://goo.gl/JBLYhr
Andre Gunder Frank – https://goo.gl/KFgvBI
Antonio Gramsci – http://goo.gl/e91JpT
Bertolt Brecht – http://goo.gl/jeMi0w
Bolívar Echeverría – http://goo.gl/lUuQgf
Caio Prado Jr. – http://goo.gl/ZHMYdm
Carlos Nelson Coutinho – http://goo.gl/UmdgGh
Che Guevara – http://goo.gl/YEh4me
Congressos da Internacional Comunista –http://goo.gl/pem8pt
Daniel Bensaïd – http://goo.gl/OSMla3
David Harvey – http://goo.gl/h270rQ
E. P. Thompson – http://goo.gl/ZgnQPE
Ellen Wood – http://goo.gl/qFricV
Enrique Dussel – http://goo.gl/LFDziI
Eric Hobsbawm – http://goo.gl/uiOOjp
Ernest Mandel – http://goo.gl/lkYF5T
Étienne Balibar – https://goo.gl/uMs0PT
Fidel Castro – http://goo.gl/pjrxh6
Florestan Fernandes – http://goo.gl/mZsebg
Fredric Jameson – http://goo.gl/lZVSGC
Guillermo Lora – https://goo.gl/okmpaV
György Lukács – http://goo.gl/9FMYCm
Hal Draper – http://goo.gl/ZCBaMk
Heleieth Saffioti – https://goo.gl/SPdzqO
Henri Lefebvre – http://goo.gl/HD1HDc
Herbert Marcuse – http://goo.gl/Px1Zij
Isaac Deutscher – http://goo.gl/bHUdxV
István Mészáros – http://goo.gl/afiVQ6
Jean-Paul Sartre – http://goo.gl/sMKS5U
João Bernardo – http://goo.gl/0IGAOX
José Martí – http://goo.gl/uAvaUW
José Paulo Netto – http://goo.gl/oVXiG9
Leandro Konder – http://goo.gl/1skAkm
Lenin – http://goo.gl/fR4vGu
Louis Althusser – http://goo.gl/oN57gg
Mao Tse-Tung – http://goo.gl/8G19Zx
Marx e Engels – http://goo.gl/3M5Yeg
Michael Löwy – http://goo.gl/26dJVL
Milton Santos – http://goo.gl/xcqJLD
Nelson Werneck Sodré – https://goo.gl/WM3riS
Nicos Poulantzas – http://goo.gl/UmSans
Paulo Freire – http://goo.gl/B1PLTh
Perry Anderson – http://goo.gl/LEsbKq
Raymond Williams – http://goo.gl/jS5HXi
Ricardo Antunes – https://goo.gl/3k1E3N
Rosa Luxemburgo – http://goo.gl/wOCcDv
Ruy Mauro Marini – http://goo.gl/jBTrGn
Simone de Beauvoir – https://goo.gl/8D2P6H
Slavoj Žižek – http://goo.gl/6VnnRY
Stalin – http://goo.gl/dlb1lE
Terry Eagleton – http://goo.gl/Yx4OrX
Theodor Adorno – http://goo.gl/ot9rMP
Theotônio dos Santos – http://goo.gl/9aZaOj
Trotsky – http://goo.gl/Z0NMf7
Vânia Bambirra – http://goo.gl/sFhFq4
Walter Benjamin – http://goo.gl/mgXFky

jan 18

Bolívia – a luta continua

A situação da Bolivia é também antiga. Desde a resistência às múltiplas tentativas de exploração levadas a cabo por interesses estrangeiros nas riquezas do país: petróleo, gás natural, prata, estanho, nitrato, que levou, como diz o Prof. Dr. Eugênio Rezende, a um contínuo processo de pilhagem dos recursos naturais da nação, provocando, desde a independência boliviana em 1825, a deflagração de inúmeras guerras e disputas territoriais com países vizinhos. Tais conflitos foram incentivados quase sempre por interesses econômicos imperiais e multinacionais e ao final resultaram na perda pela Bolívia de partes significativas de seu território – para não dizer da própria auto-estima nacional – e de sua única conexão com o mar, com drásticas conseqüências para o futuro da sua economia.”1

Desde 1544 a Bolívia vive conflitos diversos e no meio deles sempre as suas enormes riquezas naturais e suas dificuldades geopolíticas para a exploração em favor da nação. Seu povo constituído de grande diversidade étnica, herdeira de duas culturas milenárias – os tiahuanacotas (aymarás) e os incas (quechuas) sempre foi explorado como escravos, ou mão de obra barata pra enriquecimento da coroa espanhola e de toda a Europa que consumia suas riquezas.

Hoje a questão da Bolívia continua sendo a questão da soberania da América latina, refletindo-se nos conflitos internos a cada nação que dela faz parte.

Cuba representou e representa um bastião da resistência pós libertação da coroa espanhola. Segue-se a Venezuela que luta para preservar sua soberania e suas riquezas contra os imperialistas, nossos irmãos do norte.

Muitos países latinos sofreram e sofrem ataques de mesmo nível, origem e motivação. Como a Bolívia, Chile, Equador, Argentina e Brasil. É por isso, uma luta antiga e atual ao mesmo tempo.

Para tentar ir mais direto ao ponto, quanto as missões religiosas evangélicas e católicas, que tem provocado tanto a preocupação de muitos de seus seguidores, existe um viés que é preciso considerar. A meu ver, os latinos ainda são vistos como índios no sentido pejorativo, como se fossem primitivos. Esse tem sido um pensamento comum de outros países chamados de primeiro mundo, em relação aos países da América latina, especialmente os de língua hispânica. Emboras o Brasil não escape de classificação e disposição tão ou mais grave em razão dos mitos construídos em torno da idéia de “raça”.
Por outro lado, a carência de organizações democráticas, o avanço das tecnologias e a necessidade de acompanhar o desenvolvimento, a modernização e ao mesmo tempo preservar suas culturas sugere uma explicação para as dificuldades locais que se manifestam nas lutas históricas e atuais, sempre evidenciando interesses conflitantes no jogo politico e econômico.

Lá como cá, o judiciário entra em cena. Os poderes constituídos estão sendo questionados.

Nada é de repente e nem por acaso. A meu ver temos que aguardar os acontecimentos e certamente cada povo vai resolvendo seus problemas domésticos na sua luta diária e se alinhando a outros horizontes conforme o futuro que escolherem. Esse é o tempo desses acontecimentos.

Temos que respeitar as decisões e escolhas de cada povo. Afinal temos as nossas decisões a tomar também.

Algo que precisamos questionar é o nosso comportamento proselitista. Acreditamos que nossa fé cristã deve ser levada aos outros países e povos. Não percebemos que esta é uma postura colonialista e resulta de nosso etnocentrismo arraigado. Uma herança da “supremacia branca” européia.
Em vez disso, se não podemos ser solidários, não deveríamos, ao menos respeitar o modo de vida, as lutas e as crenças dos outros povos? Poderíamos até fazer conclaves para mostrar nossos modelos de compreensão do mundo numa perspectiva religiosa também, mas só entraríamos nos países com total respeito ao seu modo de vida e às religiões nativas. E não para convertê-los .

Os acontecimentos na Bolívia acerca do seu novo código penal estão em curso.
A sociedade está se manifestando à sua maneira, como pode ver nos links abaixo e tudo indica que poderá haver uma medida revogatória.

Será uma medida preventiva, pra proteger o país dos parasitas estrangeiros? Evo Morales deverá recuar, em parte, mas pautando os limites que evitarão que o país tenha prejuízos com sua soberania.

Entendo que ele tenha se excedido, ainda que se justifique como medida estratégica. O importante é que o povo mantenha acesa a chama da luta por democracia e digam como querem as suas leis e como querem o seu governo. E não abram mão de participar sempre das decisões de conteúdo interno.

Aqui ainda estamos dormindo e enquanto isso, os abutres dividem o país com as raposas e hienas estrangeiras.

Links sobre a situação na Bolívia.

https://www.cartacapital.com.br/internacional/imprensa-boliviana-e-levada-a-justica-pelo-governo

Notícias recentes:
http://www.eldeber.com.bo/bolivia/Paro-en-Cochabamba-anima-a-nuevas-protestas-civicas-20180116-0105.html

http://www.eldeber.com.bo/bolivia/Se-suspende-ampliado-de-la–COB-entre-gritos-de-congreso-y-abrogacion-20180117-0041.html

http://www.eldeber.com.bo/seccion/multimedia//bolivia/Juran-en-La-Paz-nuevos-jefes-departamentales-de-la-Policia-Boliviana-20180116-0069.html

http://www.eldeber.com.bo/bolivia/Ultimatum-civico-para-que-Evo-abrogue-el-codigo-y-no-se-repostule-en-2019-20180117-0058.html

https://www.eldia.com.bo/ – Diário El Dia Bolívia – online

http://elmundo.com.bo/web2/index.php/noticias/index?id=ministro-de-educacion-plantea-la-lectura-comprensiva-del-codigo-penal – EL MUNDO

Wilson Geraldo de Oliveira.

nov 25

Sobre o Escola Sem Partido

Clique aqui e Leia antes, o Artigo  do Professor  Dr Fernando Pena – UFF

Frente articulará iniciativas contra a plataforma Escola Sem PartidoO professor Fernando Penna reúne o material que já produziu sobre o “escola sem partido” em um único lugar. São textos, artigos científicos, palestras, participações em audiências públicas, programas de TV. É um documento importante. Ele espera que ajude a todos que tiverem interesse no tema e estejam envolvidos na luta por uma #educaçãodemocrática.

Seguimos juntos nessa luta!

TEXTOS E ARTIGOS CIENTÍFICOS:

– O ódio aos professores (18/09/2015):
(também publicado no livro “A ideologia do movimento Escola sem Partido”, baixe o livro aqui: https://goo.gl/Izw1E3)

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nov 15

Por uma sociedade comunista

 

Obras importantes para nos inspirar para um novo modelo de sociedade comunista:

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set 17

TVs

 

TVT
VTV - CANAL VENEZUELANO

 

ago 21

Filosofia Espírita

Produção: TVICEB – Instituto de Cultura Espírita do Brasil

ago 21

WebCurso de introdução à vida e obra de Evguiéni B. Pachukanis

Pachukanis, o Direito e o Marxismo
Agraciado pela disposição do Professor Alysson Leandro Mascaro em publicar um WebCurso de Introdução à vida e obra de Pachukanis, organizo abaixo os links para este material para facilitar ainda mais a vida de alguns interessados:

Aulas 1 a 9 – Curso: Introdução a Pachukanis

Novas aulas toda semana! Inscreva-se na TV Boitempo para acompanhar diretamente o curso e outros vídeos: http://bit.ly/1BDA0vj

Outras referências:

 

ago 07

Privada ou Pública?

“A privada é mítica. Mito fundado nos dogmas da religião do consumo, superficialidade e individualismo, propagado pelas missas da publicidade. Se não desenvolvermos uma reflexão coletiva e questionadora como escudo à propaganda dos nossos doutrinadores, nosso país, de incontáveis riquezas, será sempre loteado pelas grandes corporações, aliadas da “nossa” elite econômica e política entreguista que copula com a grande mídia privada.”

Vale muito o registro da conclusão e a leitura do artigo do Dr. Silvio Jose Piovani Junior, Pós-Graduado em Direito do Consumidor e Pós-Graduando em Direito Civil, ambas pela EPM – Escola Paulista da Magistratura. Bacharel em Direito pela Faculdade de Direito de Sorocaba/SP.  (O que nos faz acreditar que a iniciativa privada é melhor que a pública?)

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